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Arq Moderna 2005
Blog da Turma 2005 de Arquitectura da Universidade Moderna de Setúbal

Língua Afiada 5

Já não é a 1ª vez que me acusam, de este não ser o sitio apropriado para expor certas questões, as mesmas acusações costumam vir também acompanhadas de um falso moralismo que indicam da minha parte uma falta de elevação… Pois bem, posto isto, cabe-me a mim esclarecer e fundamentar o porquê de tais atitudes… Para quem pensa que sabe, mas não sabe, a Universidade Moderna de Setúbal, é um estabelecimento do ensino superior universitário cooperativo, reconhecido pelo Ministério da Educação, como sendo de interesse público. E tem como ponto fundamental nos seus princípios gerais, o principio da democratização da educação e da cultura, que exige não só a inexistência de qualquer tipo de descriminação, como também a de abertura à sociedade envolvente. E assim espero ter esclarecido todos os envolvidos, de que ao escrever num blog não oficial, mas perfeitamente identificado, apenas faço uso de um direito que legitimamente me assiste.

O meu objectivo não passa por me tornar num Arquitecto, mas sim num bom Arquitecto, e no meu caso, chega-se a esta conclusão após constatar o panorama nacional da classe, não basta ser-se, tem que se ser, e muito bom, e tal como ninguém consegue fazer omoletas sem ovos, também não se formam bons Arquitectos se a formação não for de qualidade, pura e simplesmente não é possível… E o que se passa na realidade é um descontentamento generalizado dentro da comunidade estudantil com a qualidade do curso de Arquitectura, e para o maior cego que teima em não querer ver, proponho um questionário (confidencial é claro, para não se instalar um clima de medo de represálias) para qualificar a qualidade dos mais variados aspectos da Instituição e seus cursos ministrados… quanto a mim, não me restam muitas dúvidas, com cerca de 30% do percurso já feito, lamento não ter muitas coisas boas a dizer, diria até que com Bolonha só fiquei a perder, já que a única coisa que mudou foi passar de cadeiras anuais para semestrais ( Este é um pormenor interessante, não sei o que se pode ganhar em fazer esta alteração, outros cursos bem referenciados do nosso pais continuam com cadeiras anuais, por isso não foi uma imposição do Processo de Bolonha), o decréscimo na qualidade do curso tem se notado bem também nas iniciativas, ou neste caso na falta delas, alguém se lembra da ultima conferencia realizada nesta escola? Quando foi?

Tudo isto, preocupa-me imenso, e preocupa-me mais ainda quando fico a ter conhecimento de outras realidades em outras instituições que ministram o mesmo curso, as diferenças são enormes, na quantidade e qualidade de iniciativas aliadas à formação, ao empenhamento do corpo estudantil na melhoria e na evolução tanto do curso como da instituição, na preocupação com que são elaborados os programas das cadeiras, enfim, são muitas mesmo, as diferenças… Mas com todo este discurso arrisco-me a ouvir que quem está mal muda-se, que não aceito de modo nenhum, Setúbal precisa de Arquitectos como de pão para a boca, e têm uma Instituição de ensino que merece ser respeitada, faz falta ao distrito, e a meu ver têm tudo para ser uma instituição de ensino de referencia, é evidente que tudo demora o seu tempo, mas muita coisa tem de mudar, eu farei a minha parte, porque recuso-me a deixar de acreditar numa Instituição que está instalada no meu Distrito, porque é aqui que quase toda a minha família reside e é contribuinte, e mais problemas para Setúbal, não, obrigado…

Mas o principal motivo do língua Afiada 5, é tentar explicar também de uma forma básica e clara qual é a razão do descontentamento com o tão famoso Programa de História e Teoria da Arquitectura II, mas antes de passar à explicação tenho que fazer um aparte ao Docente da Cadeira, que comentou o meu anterior Post.
- Não estou no Ensino Superior para fazer amigos entre o Corpo Docente, tenho, é verdade, é uma grande estima e respeito por muitos dos Docentes que apanhei nestes 2 anos curriculares, mas nem todos me agradaram, o que é normal, por isso desenganem-se aqueles que julgam que tudo isto é um ataque pessoal ou uma “provocação” ao respectivo Docente em causa… isso seria subestimar o problema em questão que é muito mais sério que certas conversas de vão de escada, trata-se da minha formação…

Em relação ao programa o que na realidade se constata é que com Bolonha e por causa de uma transição ainda com alguns pontos por explicar, o 2º Ano, 3º Semestre ficou este ano lectivo 2006/2007, com um programa achado à última da hora para não deixar os alunos sem nada para fazer… e isto é um facto… porque com a transição, o 3º semestre teria o mesmo programa dado no 2º semestre do ano passado, antes de Bolonha…
E qual foi a solução encontrada? Já que não existe programa, usa-se o mesmo que se dá aos nossos colegas caloiros no 1º semestre, dez temas, dez trabalhos…
Não concordo, esta escola e estes alunos merecem melhor do que programas “à Pressão” que depois se vem a constatar que não são cumpridos, já que faltam apenas 3 semanas para o fim do semestre e ainda vamos no tema 5… que tal admitir que alguma coisa falhou?...
Mas não é tudo, se tivéssemos que dividir este programa em 2 partes como por exemplo a exigência e a qualidade, eu diria que quanto à exigência, daria nota máxima porque fazer pesquisa para 10 trabalhos escritos diferentes é obra. Em relação à qualidade… resumo tudo a uma única palavra… pobre. E não fiz esta analise ao calhas, interesso-me por aquilo que se passa nas outras instituições que lesionam a mesma cadeira, e todos esses programas estão na net, à distancia de um simples clic… e por isso deixo vos um exemplo de programa, para todos poderem julgar à vontade o que alunos com as mesmas aspirações que nós têm direito: http://www.fct.uc.pt/conteudos/ensino/licenciaturas/Documentos/GuiaArquitectura05-06.pdf
Já deram uma vista de olhos? Sentimo-nos pequeninos não é? Mas como este, há muitos mais programas bem mais “ricos” que os nossos… é só pesquisar.
Agora não me venham com falsos moralismos, é direito dos estudantes exigir melhor qualidade no ensino e como diria um antigo visitante deste blog, “ …os professores devem e podem ser avaliados pelos alunos e todos aqueles que se recusam a ser avaliados, devem por coerência intelectual, recusar-se a avaliar, e posto isto, não serem professores.”
Em modo de conclusão, digo-vos que não acredito nem nunca acreditei que alguma coisa fosse mudar neste assunto específico, mas o meu objectivo foi deixar bem claro que esta instituição e os seus Docentes têm uma responsabilidade enorme na nossa formação, e que nós alunos estamos atentos e exigiremos sempre melhorias na qualidade do ensino, é nosso dever…

PS: Gostaria de deixar aqui o convite a todos aqueles que queiram participar neste blog em forma de comentários. Prefiro é que assumam quem são e assinem os respectivos comentários, mas se não se sentirem à vontade com isso não assinem… mas comentem…